Pular para o conteúdo principal

Pequenos Diálogos de Revelação


a poesia
e sua vida própria
selvagem
viva
independente...
A POESIA VIVE!
Sibéria de Menezes Carvalho

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

LIVRANDO-SE DE CALCINHAS-UM-POUCO-VELHAS

LIVRANDO-SE DE CALCINHAS “UM POUCO VELHAS”

“Sujo atrás da orelha,
Bigode de groselha,
Calcinha um pouco velha
Ela não tem” (Chico Buarque/Edu Lobo. Ciranda da Bailarina)

A partir desses versinhos, lindamente interpretados por Adriana Partimpim (heterônimo da Adriana Calcanhoto para crianças), surgiu, numa roda de meninas-não-bailarinas, onde, felizmente, eu estava, um assunto que me chamou atenção. “Isto merece um texto!”. Ei-lo! A pergunta é a seguinte: o que fazer com calcinhas velhas? Daquelas mesmo que estás pensando nessa sua cabecinha, aquelas... que todas nós tivemos, temos e teremos, em algum momento da vida – se Deus quiser! Calcinhas um pouco velhas sempre estarão nas nossas gavetas. E como teremos rituais e alguma dificuldade para jogá-las fora!
Conversa vai, conversa vem... fui ouvindo depoimentos tão curiosos que me arrepiei ao pensar no quanto estávamos desfrutando de tamanha intimidade naquele momento. Eu também tive a minha hora de confessar o que costumava fazer com as c…

A DOR DO OUTRO

Por Sibéria de Menezes
É comum afirmar que a grama do vizinho é sempre mais verde. Aí o outro é paragem e delícia. Mas há um outro. Outro que ignoramos, outro a quem queremos ainda mais mal. O outro por quem não nos compadecemos. Por quem não exercemos compaixão: aquele que sofre. Aquele que carrega uma dor. Porque a dor do outro não é desejada como é a grama do outro. Porque a dor é um substantivo abstrato. Porque precisamos sentir para saber dimensionar a dor.
Para quem já sentiu uma dor, qualquer delas, talvez seja um pouco mais fácil colocar-se no lugar do outro. Há, porém, o esquecimento da dor. Há quem mesmo tendo passado por experiência semelhante a do outro, ainda o julgue, ainda ridicularize a dor pela qual o outro passa.
(Com)paixão, capacidade de sofrer a dor do outro, dimensionar a dor do outro, entender que o outro precisa de suporte. É mais que o ato de (com)padecer-se do outro, porque a compaixão deve ir além do lamento e da contemplação da dor alheia.
Cristo pregou em todo…

Pose para foto

Cada dia tem sido mais difícil escrever alguma coisa no blog. Alguém deve ter reparado. Não. Não é falta de tempo, muito menos de palavras. Eu pensei em deixar de escrever aqui, talvez eu o faça com o passar do tempo. E se até agora eu escrevi é porque a escrita é o que me pega e faz de mim o que quer e também porque sempre adorei diário. Só há um detalhe: o diário era meu. Só meu. E não o que hoje tentamos fazer - Blog, blogar, essa linguagem toda nova. Ai, me senti agora com oitenta anos! Sim, já passaram alguns anos que fui adolescente. Não vou fingir que entrei nessa de blog sem saber, pelo contrário: a minha autoproposta era conseguir me mostrar - o que tem sido a minha vida inteira meu "calcanhar de Aquiles". O que mais me agradou na ideia do blog foi o fato de que as pessoas que o lessem seriam pessoas desconhecidas (presencialmente falando), o que tiraria bastante carga do teor "diário" desta escrita. Mas a verdade, depois dessa fase de tamanha tentativa de…