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Mostrando postagens de Abril, 2018

Corpo Alvejado

Quando uma flecha perfura um corpo
Provoca duas dores:
Uma quando atinge a carne,
Outra quando retirada dela

No intervalo das duas dores
Há o silêncio daquilo que sangra
Feito de agonia e medo

Para sobreviver
É necessário retirar a flecha
Mesmo que doa
Mesmo que sangre
Mesmo que isso não seja garantia de vida

Destaca a flecha
Mune-te de coragem
Atende ao instinto de viver

Retira a flecha
Que te paralisa
Que te sufoca
Que te faz temer os seus próprios movimentos

Livra-te da agonia de viver entre quase-vivo e quase-morto
Retira a flecha
Cravada desde tanto tempo contra ti
Não seja o corpo da flecha
Não seja o corpo onde mora a flecha
Seja teu próprio corpo
Sem flecha
Sem a dor do medo

Coragem!
Retira a flecha (CORPO ALVEJADO. Sibéria de Menezes)
❤📝
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Eu me habito

•••
Estive lá fora
Mas
Devagar e sempre
Estou me ocupando
No meu primeiro abrigo.

Hoje eu moro em mim:
Com minha alegria
Com minha poesia
Com tudo que sou eu.

Não sou mais visita
E nem permito a entrada do que me faz mal
Eu respeito minhas portas
E faço vigília das minhas janelas.
Eu recebo o que embeleza minha casa
O que alimenta minha casa.
Eu sou minha própria casa
E tenho aprendido a morar bem
Eu me habito.
Estou presente. (Sibéria de Menezes)
🍃❤🙏
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