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Mostrando postagens de Maio, 2016

Ensaios de liberdade

Sabe aquele dia que já começa lindo? Meu amor Ulisses vai a uma aula de Campo. Para a mamãe aqui, o momento é de felicidade: por ele estar muito animado com esta aula, por ver minha cria usufruindo de certa independência e liberdade... E é também momento de ir me preparando para receber o menino que procuro educar justamente para isto: para a LIBERDADE, para o conhecimento, para o mundo.  Peço daqui, meu filho, para que dê ao mundo este amor que te dou, e peço para que o mundo, quando for incapaz de lhe dar esse amor, que você sempre saiba que é amado! 


Sibéria de Menezes Carvalho

"Está escuro demais para ver qualquer coisa"

"A toca do coelho era estreita como um túnel no começo e então se inclinava subitamente para baixo, tão subitamente que Alice não teve nem tempo de pensar em parar antes de ver-se caindo em um poço bem profundo.
Ou o poço era muito profundo, ou ela caiu muito lentamente, pois teve tempo o bastante enquanto caia para olhar ao seu redor e se perguntar o que aconteceria em seguida. Primeiro, tentou olhar para baixo e descobrir para onde estava indo, mas estava escuro demais para ver qualquer coisa.(... )
Caindo, caindo, caindo. A queda nunca chegaria ao fim?
(Alice no país das Maravilhas - Lewis Carroll - publicado em 1865)
______________
Uma das cenas mais populares da Literatura é esta, em que vemos Alice cair em um poço sem fundo. 
É assim que me sinto ao ver as notícias no nosso país (planeta Brasil).  ... Caindo caindo caindo... 
E maior do que o medo do fundo do poço, é o medo de que ele seja realmente sem fundo e que nos acostumemos à queda. 
É um medo aterrador de que deixem…

Com os astros eu ando distraída

Pequeno Diálogo de Salvação

Marina: 
- Mamãe! 
... silêncio... 
- Mamãe! 
... silêncio...
Eu brincando de me esconder dela
- Mamãe!
Não aguentei mais e respondi:
- Estou aqui!
Dentro de um abraço, ela diz no meu ouvido:
- Ainda bem que você tá aqui, mamãe!
Eu aperto ainda mais o abraço e agradeço:
- Ainda bem que você tá aqui, Marina! 

Sibéria de Menezes Carvalho

Luz Sobre Poesia

P A P E L A R I A

Parte da infância que trago comigo
Desperta quando entro numa papelaria 
Porque preciso de papéis e lápis de todas as cores
Para desenhar todos os sonhos que ainda tenho
Preciso de envelopes para finalmente postar as cartas que tenho escrito há tantos anos
E os clipes que juntarão os papéis avulsos nos quais escrevo pretensa poesia
Cruzo a porta da papelaria para encontrar a criança que já fui um dia
E perguntar-lhe se tenho agido com alegria bastante para um adulto
E conversar com esta criança sobre a evolução das fitas k-7 e dos desenhos animados que ainda costumo ver
Entro na papelaria para socorrer a criança que há em mim
E pedir-lhe gentilmente que jamais me deixe.

(Sibéria de Menezes Carvalho)