Pular para o conteúdo principal

RESULTADO DO PRÊMIO SESC DE LITERATURA 2009

RESULTADO DO PRÊMIO SESC DE LITERATURA 2009

>> DESTAQUE Novos talentos revelados

A graça, a leveza e o bom humor de um papagaio erudito e irônico foram os principais e criativos recursos narrativos de Gabriela Guimarães Gazzinelli, de Minas Gerais, para obter o Prêmio SESC de Literatura 2010 na categoria romance. A jovem de 28 anos, com formação em Letras e Filosofia, foi escolhida pela comissão final do concurso, com Prosa de papagaio, dentre 44 romances pré-selecionados pelas subcomissões julgadoras. A comissão final foi formada pelos escritores Ana Miranda e Luiz Ruffato: "O romance mantém o fio narrativo, apresentando uma trama linear, porém com liberdade temática, que se passa no seio de uma família construída dentro de características contemporâneas", afirmam os jurados, no parecer que anuncia o vencedor.

A categoria contos teve como vencedor Sérgio Tavares, de Niterói, Rio de Janeiro. Abordando a imbricação entre loucura e sexo em quatro longos contos, o jornalista de 31 anos conseguiu superar os outros 56 concorrentes pré-selecionados na categoria. Delírios e obsessões causados real ou ilusoriamente pelo sexo povoam a coletânea Cavala.

A edição 2009 do Prêmio SESC teve 667 inscrições, maior número desde sua criação, em 2003 – o concurso de 2008 contou com 457 inscrições. O Prêmio recebeu inscrições de todos os estados, e concedeu menção honrosa a seis escritores estreantes, do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco, Acre e São Paulo. "Estamos especialmente felizes com o resultado. Depois de sete anos de trabalho o projeto alcança o país literalmente de Norte a Sul, de Leste a Oeste", afirma Maria José Gomes Duarte, do Departamento Nacional do SESC, coordenadora do Prêmio. Ela destaca o fato de as menções honrosas serem concedidas a estados onde o SESC desenvolve iniciativas permanentes de formação de escritores e de fomento à leitura.

A premiação de Gabriela Guimarães Gazzinelli e Sérgio Tavares ocorre na primeira semana de agosto, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. As inscrições para o Prêmio SESC de Literatura 2010 vão de 3 de maio a 30 de setembro.



OS PREMIADOS


Categoria romance

Prosa de papagaio, de Gabriela Guimarães Gazzinelli - Belo Horizonte /MG

Menções honrosas

Paisagem com cavalo, de Halley Margon V. Jr. - Rio de Janeiro/RJ
Sveglia, de Edson Roig Maciel - Rio de Janeiro/RJ
O corvo e as esmeraldas, de José Wilibaldo Savino Carvalho - Rio Branco/AC




Categoria contos

Cavala, de Sérgio Tavares - Niterói/RJ

Menções honrosas

Insônia, de André Luis Rovea Timm - Chapecó/SC
Tem que ter culhão!, de Ronaldo Ventura - São Bernardo do Campo/SP
O vendedor de seriguelas, de José Mário Rodrigues do Nascimento - Garanhuns/PE




OS PRÉ-SELECIONADOS (para ver o resultado na íntegra visite: http://www.sesc.com.br/


CONTOS

Guilhermina e outros contos – pseudônimo: Aretha Gordon
Autor: Sibéria de Menezes Carvalho / Cidade: Crato - CE

A POSTAGEM PROPRIAMENTE DITA

Se, por acaso, você não teve paciência de ler tantos nomes - por isso coloquei o meu de forma tão destacada - trate de ler o resumo da minha grande alegria, se é que isso pode ser resumido... bem, as palavras dão sempre um jeito...
Ano passado, (ainda era segredo para os leitores desse blog - rsrsrsrs) participei do concurso acima mencionado Prêmio SESC de Literatura 2009. Trata-se de um prêmio nacional que já acontece desde 2003, cuja finalidade é divulgar novos talentos e premiar textos inéditos de escritores brasileiros. Bem, para mim a maior premiação foi saber que pessoas leram os meus contos e gostaram tanto. 2º lugar na lista dos pré-selecionados, 3º melhor livro de contos do prêmio, considerando que o 1º lugar não figura nesta lista e, sim, está em separado. Como terão se sentido aqueles leitores, o que teriam eles grifado, onde aquelas palavras haviam chegado e como tocaram os sentidos daqueles que me leram? Pergunto isto a você (e muitas vezes a mim mesma), leitor deste blog às vezes tão desmotivado (não você, mas o blog, viu?) que muitas vezes tem ficado "fora do ar". Bem, nada como um reconhecimento e uma atenção, como uma nova seguidora, para um mergulho nelas, nas sempre curiosas palavras. Um abraço daquela que, especialmente neste momento, é pura alegria!

Sibéria

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

LIVRANDO-SE DE CALCINHAS-UM-POUCO-VELHAS

LIVRANDO-SE DE CALCINHAS “UM POUCO VELHAS”

“Sujo atrás da orelha,
Bigode de groselha,
Calcinha um pouco velha
Ela não tem” (Chico Buarque/Edu Lobo. Ciranda da Bailarina)

A partir desses versinhos, lindamente interpretados por Adriana Partimpim (heterônimo da Adriana Calcanhoto para crianças), surgiu, numa roda de meninas-não-bailarinas, onde, felizmente, eu estava, um assunto que me chamou atenção. “Isto merece um texto!”. Ei-lo! A pergunta é a seguinte: o que fazer com calcinhas velhas? Daquelas mesmo que estás pensando nessa sua cabecinha, aquelas... que todas nós tivemos, temos e teremos, em algum momento da vida – se Deus quiser! Calcinhas um pouco velhas sempre estarão nas nossas gavetas. E como teremos rituais e alguma dificuldade para jogá-las fora!
Conversa vai, conversa vem... fui ouvindo depoimentos tão curiosos que me arrepiei ao pensar no quanto estávamos desfrutando de tamanha intimidade naquele momento. Eu também tive a minha hora de confessar o que costumava fazer com as c…

A DOR DO OUTRO

Por Sibéria de Menezes
É comum afirmar que a grama do vizinho é sempre mais verde. Aí o outro é paragem e delícia. Mas há um outro. Outro que ignoramos, outro a quem queremos ainda mais mal. O outro por quem não nos compadecemos. Por quem não exercemos compaixão: aquele que sofre. Aquele que carrega uma dor. Porque a dor do outro não é desejada como é a grama do outro. Porque a dor é um substantivo abstrato. Porque precisamos sentir para saber dimensionar a dor.
Para quem já sentiu uma dor, qualquer delas, talvez seja um pouco mais fácil colocar-se no lugar do outro. Há, porém, o esquecimento da dor. Há quem mesmo tendo passado por experiência semelhante a do outro, ainda o julgue, ainda ridicularize a dor pela qual o outro passa.
(Com)paixão, capacidade de sofrer a dor do outro, dimensionar a dor do outro, entender que o outro precisa de suporte. É mais que o ato de (com)padecer-se do outro, porque a compaixão deve ir além do lamento e da contemplação da dor alheia.
Cristo pregou em todo…