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Escrito no domingo dos pais. 14/08/2016

Meu pai é um presente que fui (e vou) desembrulhando aos pouquinhos. 
Já encontrei nele o que eu quis e o que eu não quis encontrar. Já briguei com ele, já quis ir embora e já quis nunca mais sair de perto dele. 
Depois, meus filhos chegaram. E meu pai virou avô. O que amaciou a natureza dele e a minha. E quanto mais o tempo passa, mais eu compreendo aquele ditado de que Deus escreveria certo por linhas tortas. Porque se há amor, há Deus. E esta é a base do livro onde está tudo certo, ainda que as linhas sejam tortas. É por aí que nos encontramos, meu pai e eu. Que linhas acima e abaixo, tortas e certas, guardamos um amor nem sempre dito, mas sempre presente, entre um olhar e outro, entre uma compreensão e outra. Guardamos amor um pelo outro. E isto é o bastante. E todas as linhas estão sendo escritas sobre e com esse sentimento que nos temos.
Feliz dia dos pais, seu Jesus Soares de Menezes!



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