Pular para o conteúdo principal

SILÊNCIO - MEU OBSERVATÓRIO NATURAL (Sibéria de Menezes Carvalho)

Sempre fui acometida pelo silêncio e pela necessidade de dizer. 
Primeiro eu quero dizer, e não sabendo como, e não tendo a certeza do quê dizer, eu faço longos silêncios

Meu silêncio é vário: confusão, medo, incerteza, orgulho, carência, vaidade ou apenas um jeito de não saber o que fazer.
Algumas vezes, resistência
Noutras, covardia
Mas eu o aceito
E o procuro
Quando a vida se põe incompreensível ou impossível.

Meu silêncio também é espera, contemplação, um autodescanso.
Meu silêncio é o lugar onde me guardo, enquanto não digo.

Antes de dizer, eu sou silêncio
Às vezes, sei viver uma grande alegria em silêncio. Às vezes, uma grande tristeza.
Antes do verbo, vizinho ao caos, havia profundo silêncio.

#luzsobrepoesia #silêncioepaz #silêncio

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

LIVRANDO-SE DE CALCINHAS-UM-POUCO-VELHAS

LIVRANDO-SE DE CALCINHAS “UM POUCO VELHAS” “Sujo atrás da orelha, Bigode de groselha, Calcinha um pouco velha Ela não tem” (Chico Buarque/Edu Lobo. Ciranda da Bailarina) A partir desses versinhos, lindamente interpretados por Adriana Partimpim (heterônimo da Adriana Calcanhoto para crianças), surgiu, numa roda de meninas-não-bailarinas, onde, felizmente, eu estava, um assunto que me chamou atenção. “Isto merece um texto!”. Ei-lo! A pergunta é a seguinte: o que fazer com calcinhas velhas? Daquelas mesmo que estás pensando nessa sua cabecinha, aquelas... que todas nós tivemos, temos e teremos, em algum momento da vida – se Deus quiser! Calcinhas um pouco velhas sempre estarão nas nossas gavetas. E como teremos rituais e alguma dificuldade para jogá-las fora! Conversa vai, conversa vem... fui ouvindo depoimentos tão curiosos que me arrepiei ao pensar no quanto estávamos desfrutando de tamanha intimidade naquele momento. Eu também tive a minha hora de confessar o que costumava fazer com ...

Eu me habito

••• Estive lá fora Mas Devagar e sempre Estou me ocupando No meu primeiro abrigo. Hoje eu moro em mim: Com minha alegria Com minha poesia Com tudo que sou eu. Não sou mais visita E nem permito a entrada do que me faz mal Eu respeito minhas portas E faço vigília das minhas janelas. Eu recebo o que embeleza minha casa O que alimenta minha casa. Eu sou minha própria casa E tenho aprendido a morar bem Eu me habito. Estou presente. (Sibéria de Menezes) 🍃❤🙏 #EuMoroEmMim #FiatLux #HajaLuz  #EuMeReparo #Gratidão #FaçaSuaPaz #VolteParaOSeuLar #VocêÉLuz  #EndurecerSemPerderATernura #EuMeHabito #HabiteSe

Corpo Alvejado

Quando uma flecha perfura um corpo Provoca duas dores: Uma quando atinge a carne, Outra quando retirada dela No intervalo das duas dores Há o silêncio daquilo que sangra Feito de agonia e medo Para sobreviver É necessário retirar a flecha Mesmo que doa Mesmo que sangre Mesmo que isso não seja garantia de vida Destaca a flecha Mune-te de coragem Atende ao instinto de viver Retira a flecha Que te paralisa Que te sufoca Que te faz temer os seus próprios movimentos Livra-te da agonia de viver entre quase-vivo e quase-morto Retira a flecha Cravada desde tanto tempo contra ti Não seja o corpo da flecha Não seja o corpo onde mora a flecha Seja teu próprio corpo Sem flecha Sem a dor do medo Coragem! Retira a flecha (CORPO ALVEJADO. Sibéria de Menezes) ❤📝 #LuzSobrePoesia #CorpoAlvejado #RetiraAFlecha #EndurecerSemPerderATernura